Mostrar mensagens com a etiqueta Cruelty Free. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cruelty Free. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de janeiro de 2015

Sonhos de 2015 - #1 - Abraçar um regime alimentar vegan

Olá a todos!
Tiveram uma boa passagem de ano?
Venho trazer-vos o primeiro post de 2015, e já com uma temática de posts que foi prometida (quem me segue no Instagram sabe), que é a partilha dos meus objetivos para 2015, quando concretizados.
E o primeiro é: Abraçar um regime alimentar vegan :)



Como uma boa parte de vocês já sabe, sou vegetariana há 2 anos, e decidi, no mês em que completei esses 2 anos, abraçar uma dieta vegan. Tudo isto começou em Novembro, e na altura decidi que Novembro e Dezembro iriam ser meses de teste, em que iria começar a pôr em prática o novo regime alimentar, e que se tudo corresse bem, em Janeiro considera-lo-ia oficial.
Devo confessar que não foi nada fácil. Foi muito mais fácil há dois anos atrás, quando decidi tornar-me vegetariana, do que agora o foi. Eu, que era a louca do queijo, ter de cortar tudo o que tem esse ingrediente foi dos meus maiores desafios. O outro grande desafio foi o chocolate: quando cheguei à conclusão que ia deixar de comer M&M's (outra minha grande fraqueza), caiu-me tudo. Vejam só a minha cara de desilusão ao entrar na loja americana (aqui em Portugal há algumas, quem frequenta sabe bem do que estou a falar) e descobrir que já não posso comer praticamente nada do que gosto que eles lá vendem, e que podia quando era vegetariana. Sim, porque grande parte dos produtos que lá vendem, e também nos supermercados habituais, estando a referir-me sobretudo a snacks, têm leite e/ou ovos na constituição. Sim, até algumas batatas fritas. Logo estão a ver que a minha primeira experiência na loja americana após a decisão foi catastrófica. Não cedi a tentações, mas confesso que fiquei desolada.
No entanto, depois deste episódio traumático, passei pela Fnac e descobri um livro que mudou a minha vida: Cozinha Vegetariana para Quem Quer Poupar, de Gabriela Oliveira.
Recebi-o mais tarde como presente de aniversário, e só tenho pontos positivos a apontar: receitas simples, fáceis, com preços simpáticos e de-li-ci-o-sas! Descobri que posso fazer leite vegetal, tofu, seitan, manteiga de amendoim, e mais um enormissimo número de coisas em casa, o que me facilitou muito a vida.
E dito isto, o meu primeiro sonho de 2015 está concretizado. Conto com a vossa ajuda para me darem força, e não me deixarem desistir a meio do percurso.

Se quiserem que fale mais aprofundadamente sobre o Veganismo, ou quiserem dar a vossa opinião, deixem por favor nos comentários :)

Beijinhos* e um excelente 2015

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Segunda Sem Carne - #4 - Salteado de Cogumelos e Rebentos de Feijão Mungo com Esparguete Integral

Há certos dias da semana em que não temos muito tempo (ou paciência) para cozinhar. Quando isso me acontece, gosto de saltear legumes e/ou proteina vegetal, e juntar massa (que fica sempre bem com qualquer coisa).
Deixo-vos então uma receita muito simples e fácil de fazer para quando se sentirem mais preguiçosos:


Ingredientes (para 2 pessoas):

  • Massa Esparguete Integral (cerca de duas chávenas almocadeiras);
  • Meia embalagem de cogumelos frescos (usei cogumelos Paris);
  • 1/3 de uma lata de rebentos de feijão mungo;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1/2 cebola;
  • 2 dentes de alho;
  • Sal e pimenta.

Preparação:

Coza a massa em água a ferver. Num Wok, coloque a cebola e os alhos picados juntamente com o azeite, e salteie até a cebola ficar translúcida. Acrescente os cogumelos e os rebentos, certificando-se de que estes últimos foram bem escorridos. Salteie até estarem tenros. Tempere com sal e pimenta.
Sirva com salada a acompanhar (escolhi salada de agrião).

(Receita criada pela autora do blog).

Que vos parece? Preparados para pôr um fim ao cansaço de final do dia para cozinhar?
Experimentem, e coloquem a vossa opinião nos comentários. Se tirarem uma foto, partilhem também nos comentários.

Beijinho grande* e boa Segunda Sem Carne :)

domingo, 17 de agosto de 2014

Maquilhagem Cruelty Free







O tema de hoje é, do meu ponto de vista, dos mais importantes temas a ser discutido mundialmente na atualidade.  Como maquilhadora e consumidora, sempre me preocupei com a forma como os produtos chegam até nós e o que está por trás de todo o processo de elaboração desses produtos.

Algumas das coisas que vou falar aqui podem ser já banais para algumas pessoas, e uma completa novidade para outras, por isso vou começar do início.

Quando um produto (seja de cosmética, beleza, maquilhagem, ou produto de limpeza ou lavagem de roupa/louça) é criado para ser comercializado, a empresa produtora tem que garantir que o mesmo se encontra em condições de não provocar danos à população que o vai consumir. A prática mais comum de testar esses produtos é testá-los em animais. E isto pode não provocar qualquer reação em mais de metade dos leitores deste post, mas a mim e a uma pequena percentagem de pessoas, isto dá-me a volta aos nervos. Por vários motivos, e o primeiro é que os animais não têm culpa de eu querer usar produtos de cosmética, logo não têm de pagar no corpo em prol da minha vaidade. E segundo, estes testes são de tal forma agressivos e maltratam os animais de tal forma (muitos morrem), que me leva a concluir que se perguntassemos aos animais se queriam voluntariar-se para tais testes, e eles pudessem responder-nos, a resposta seria Não.
Hoje em dia existem já testes alternativos aos testes em animais, para a indústria da cosmética. Não tenho conhecimento de todos os processos, mas li que pelo menos dois deles consistem respetivamente em testar o produto num tecido criado a partir de células da pele humana, reproduzidas em laboratório, ou usando seres humanos que se voluntariam como cobaias.
Logo, não vejo a necessidade de em certos locais no mundo se continuarem a praticar testes em animais, visto que já está provado cientificamente que os testes em humanos são mais fidedignos.
E não, a resposta não é os custos, pois já existem marcas de cosméticos cruelty free que criam produtos ao mesmo preço que marcas que testam em animais, com excelente qualidade ou ás vezes melhor que os produtos testados em animais.

Qual é então o panorama atual? O que acontece é que surgiu uma lei em Março de 2013, criada pela União Europeia, que proíbe os testes em animais, assim como a comercialização, importação e exportação de produtos testados. Deste modo, para todos os efeitos, podemos comprar à vontade cosméticos na União Europeia, pois é proibido que os mesmos tenham sido testados em animais. E empresas que testem em animais fora da UE e que queiram vender na UE não podem testar em animais os produtos que queiram lá vender.

Mas será a União Europeia totalmente Cruelty Free? Do meu ponto de vista, não estou totalmente convencida. A notícia da lei criada foi-nos "despejada" para que a aceitassemos e achassemos que a partir daquele momento tudo ficaria bem, no entanto nunca ninguém explicou como essa fiscalização é feita. Quais as entidades que vão certificar-se? Que entram nas fábricas de produtos de cosmética e vão averiguar se há testes em animais a decorrer? De quanto em quanto tempo fiscalizam? Da forma como apareceu a notícia, parece ter tido o objetivo de fazer-nos acreditar num "sonho bom", para o qual nunca nos foi explicado como se processa.

Portanto, aquilo que faço é continuar a fazer o que fazia antes da lei. E o que fazia é consultar a lista oficial de empresas que não testam em animais, que podem encontrar no site da PETA , que é a entidade não governamental que mantem listas atualizadas de empresas que testam e não testam em animais. É a própria PETA que fiscaliza as empresas, e cria as listas, e para mim é mais fidedigna precisamente por ser não governamental, não tendo portanto pressões governamentais para atuar numa direção ou noutra, ou privilegiar esta ou aquela empresa, sendo portanto mais imparcial.
Se me acredito na lei que foi criada? Até certo ponto, sim, e ela deixa-me mais segura e descansada. Se pensarmos bem, as empresas abrangidas pela lei não podem testar em animas descaradamente, pois quem quer que seja que lá vai fiscalizar e descubra pode denunciá-las e o prejuízo seria enorme para a empresa. Mas continuo a dar preferência e a orientar-me por uma lista de empresas que sei que não testam, nem na UE, nem em nenhuma parte do mundo.

Qualquer esclarecimento adicional que queiram ter, deixem por favor nos comentários. Espero que esta informação vos tenha sido útil.

Beijinhos*